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title: "Apneia do sono: como é feito o exame"
date: 2026-08-29
lastmod: 2026-08-29
description: "Apneia do sono exame: entenda como funciona a polissonografia, como é a noite no laboratório do sono e o que o resultado mostra sobre a gravidade."
url: https://www.shandi.com.br/cirurgias-e-diagnosticos/apneia-do-sono-como-e-feito-o-exame/
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O exame que diagnostica a apneia do sono é a polissonografia: uma noite inteira
de sono monitorada em um laboratório do sono, com sensores que registram ao
mesmo tempo a respiração, o oxigênio no sangue, os batimentos do coração, os
movimentos do corpo e as fases do sono. É indolor, não usa agulha, contraste
nem sedação, e a pessoa dorme normalmente enquanto o registro acontece. É o
exame de referência para fechar o diagnóstico.

![Pessoa dormindo com os sensores da polissonografia: faixas no tórax e no abdome para medir o esforço respiratório, cânula sob o nariz para o fluxo de ar, sensor no dedo para o oxigênio e eletrodos na cabeça para registrar as fases do sono](exame-do-sono.svg)

## O que os sensores medem

Nada é invasivo: os sensores são colados na pele ou presos com faixas
elásticas. É a leitura conjunta de todos eles que dá o diagnóstico.

- **Cânula nasal e sensor de fluxo:** medem o ar que entra e sai pelo nariz e
  pela boca, mostrando quando a respiração diminui ou para.
- **Faixas no tórax e no abdome:** mostram se o corpo continuou fazendo esforço
  para respirar durante a pausa — é isso que separa a apneia obstrutiva, em que
  a via aérea fecha mas o esforço continua, de outros tipos de apneia.
- **Oxímetro no dedo:** acompanha a queda de oxigênio no sangue a cada evento.
- **Eletrodos no couro cabeludo, ao redor dos olhos e no queixo:** registram as
  fases do sono e os microdespertares, que a pessoa não percebe mas fragmentam
  o descanso. São eles que permitem saber quanto houve de sono de verdade, e
  não apenas de tempo deitado.
- **Eletrodos no peito e nas pernas:** acompanham o ritmo do coração e os
  movimentos das pernas.
- **Microfone e sensor de posição:** registram o ronco e mostram se os eventos
  pioram de barriga para cima, informação que muda a orientação de tratamento.

## Como é a noite do exame

A pessoa chega ao laboratório no fim da tarde ou começo da noite, com a rotina
do dia normal — sem precisar ficar sem dormir na véspera. O quarto é
individual, com cama comum, e vale levar o próprio pijama e manter os horários
de sempre.

A montagem dos sensores leva de trinta a quarenta e cinco minutos e é feita por
um técnico. Depois disso é só ler ou assistir algo até sentir sono. Os fios se
conectam a uma caixa junto à cama, que pode ser desacoplada para ir ao banheiro
— basta chamar o técnico, que acompanha o exame de uma sala ao lado a noite
inteira.

De manhã os sensores são retirados e a pessoa segue o dia normalmente, sem
nenhuma restrição. O laudo não sai na hora: o registro precisa ser analisado
trecho a trecho.

Uma dúvida frequente: é comum dormir pior do que em casa, pelo ambiente novo.
Isso é esperado e não invalida o resultado — a supervisão do técnico a noite
toda permite corrigir sensor que se solte e garantir registro suficiente.

## O que o resultado mostra

O principal número do laudo é o índice de apneia e hipopneia (IAH): a média de
eventos respiratórios por hora de sono. A partir dele, a apneia é classificada
em leve, moderada ou grave.

Mas o número sozinho não define a conduta. O laudo também mostra quanto o
oxigênio caiu, se os eventos se concentraram em alguma posição ou fase do sono,
e quanto o sono foi fragmentado. Dois exames com o mesmo IAH podem levar a
orientações diferentes por causa desses detalhes — e os sintomas do dia a dia
entram na decisão junto com o exame.

Se você ronca, acorda cansado ou já ouviu que faz pausas ao dormir, agende uma
consulta para saber se o exame do sono está indicado no seu caso.

## Referências

- Palombini LO, Assis M, Drager LF, et al. [2024 Position Statement on the Use
  of Different Diagnostic Methods for Sleep Disorders in
  Adults](https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11651843/) — Associação
  Brasileira do Sono. *Sleep Science*, 2024.

